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Mostrando postagens de Outubro, 2015

O feitiço mais poderoso do mundo

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O coração dos jovens está sendo roubado!
  Seres inventados de lugares que não existem tomam para si o melhor amor de nossos filhos.
  Ao vê-los se afastarem e se perderem pelos caminhos sem forma das fantasias virtuais, eu sinto a urgência em advogar em favor das coisas reais da vida. Uma missão em que tenho como recurso só a minha velha poesia. Que seja ela a contar pra esses meninos sobre a simplicidade e as maravilhas deste mundo que ainda se pode viver com os próprios sentidos.
  Que sejam meus aliados, o toque do vento, o cheiro do mato e o gosto da chuva. E que reforce o meu argumento, a pronuncia do nome de cada constelação e estrelas do universo que se estende para além da janela que ignoram. Saibam que janelas dão mais acesso ao mundo do que telas.
  Quero as conexões originais no tato, no toque, no abraço, no beijo. Para que as pessoas sentadas à mesa se olhem e se vejam. Que estejam!
   Que se recordem que é o olho quem melhor fotografa o momento, e assim repousem seu …

As Dezenas de Vezes Que Te Perdi

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Hoje eu sinto necessidade de escrever sobre estas duas coisas diferentes. Diferentes não; talvez opostas ou divergentes. Uma delas se torna óbvia, pois marcou tragicamente a minha semana. A outra é uma coisa sutil, mas que no mesmo momento trágico, foi forte e presente. Igualmente marcante.

   Primeiro quero falar daquele que eu perdi: o meu pai! Se engana quem acha que o perdi naquela ligação com a notícia da fatalidade ou mesmo na despedida prolongada, dolorosa e absurda do funeral. Ali eu perdi meu pai...outra vez. Não uma única vez. Não pela primeira vez. Eu já havia perdido meu pai dezenas de vezes antes. Perdi pelos abraços que não dei e pelas visitas que não fiz. O perdi pela conversa que evitei e pelas dúvidas que agora foram sepultadas com ele. Eu o perdi quando ele foi embora de casa na primeira vez, mas também eu o perdi quando o expulsei do meu coração anos antes. Eu o perdi quando, ao reencontrá-lo, eu não fui capaz de confessar todo a minha mágoa. Eu o perdi quando nã…