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Mostrando postagens de Janeiro, 2017

Um capítulo da minha vida que seja sobre mim.

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Eu crio esses momentos de solidão e silêncio. Paro, respiro e me preparo para a viagem.
   Seguir o roteiro de um caminho que me leva até mim, dá medo! O lugar...os lugares em que eu posso me encontrar  são em parte desconhecidos. Me propôr a viagem em que eu sou meu próprio destino  é uma aventura corajosa, bela e difícil. Queria poder não ir sozinho. Queria te levar comigo pela mão, para quando eu chorar ou para compartilhar algo bonito. Queria que houvesse algum caminho neste mundo que não fosse solitário.
   Eu planejo o evento em que eu me caso comigo. Para me estranhar,  me negar, me conhecer. Apontar minhas falhas. Me aceitar, enfim. Me conciliar com a minha religião, meus anseios, meu sexo. Me fazer companhia e aprender a me amar com todo o estranhamento que possa haver.
Eu queria poder publicar minha alma e me ler como a um livro. Eu  só não sei com que palavras me escrever.

  Eu queria mais de um amor autocentrado, um protagonismo... e um pleno conhecimento de mim.

Seguimos...

Como deve se sentir um homem que perde uma perna? Como ele segue na vida? Pois ele segue...
Eu hoje oficialmente não tenho mais avós vivos. Mas sigo tendo pernas e braços; embora meu cérebro  registre uma perda e embora meu peito sinta um prejuízo. Mas estou inteiro; ou assim deveria me sentir.
  A notícia da morte da minha vó veio e eu, espontaneamente, senti. Verdadeiramente, senti. Honestamente, senti. Achei que não devesse sentir tanto. Ela era uma pessoa doce e incrível, mas nosso contato era tão pequeno. Não lamento o afastamento. Ele não se deu por nenhum motivo que não a vida que divide os caminhos. Em seguida, eu achei que não deveria ter sentido tão pouco ou não devia ter me consolado tão rápido. Será tão frágil assim o apelo da consanguinidade? Tão tênue essa linha que nos prende à ancestralidade?
  Sofro mais por pensar em quem vai sofrer mais do que eu. Penso na minha mãe que viu sumir-se da face da terra a porta que a trouxe ao mundo. Penso no que eu mesmo vou sentir q…

Homens-vagalumes

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É um vale pedregoso de arvores secas,
onde todo amor morre ou agoniza; onde as faces das pessoas são monstruosas e toda voz parece um gemido e todo som é um uivo de mau agouro. Assim é o mundo, muitas vezes... Até que surgem, em meio à noite tenebrosa, flautas de som cristalino...violões e gaitas, sorrisos! Crianças correndo e cantando no escuro ...o tilintar de pequenos sinos. Há braços para abraços e dentes para sorrisos; olhares que ainda brilham. Ah sim, o mundo segue terrível! Os vilões são maioria e os demônios continuam à espreita! Mas existe essa pequena tribo de bondade e eu acho que eu pertenço a ela. Eu também posso levantar da lama e cantar no escuro. Pois é sempre escuro ao redor de nós, e este vale parece não ter um fim! Nós precisamos de uma luz para seguir...

O carnaval e a saúde do povo.

"A gente não quer só comida. A gente quer comida, diversão e arte!"
Se você não assim tão novinho vai lembrar deste trecho da letra da música "COMIDA" do Titãs, de 1987. Dentro deste contexto vamos compreender o que significa o corte de verbas para a cultura, tal como o promovido pelo prefeito de Porto Alegre no carnaval da cidade. Você não gosta de carnaval. Você acha absurdo. Você não se identifica...Perfeito! Isso não muda o fato de que é uma expressão cultural, a mais expoente da cultura negra no nosso país. Num país em que a população afrodescendente praticamente se iguala à soma de todas as outras etnias, isso precisa ser considerado em sua grandeza, seja ou não do seu gosto. Existe um percentual determinado por lei, do que cada município deve investir em cultura. É algo que fica entre 1 e 1,5% da receita líquida. E isso não é para o carnaval e sim para TODAS as atividades culturais. A saúde é mais importante que cultura? Considerando que para qualq…
Fios de pensamentos saem da tua cabeça e flutuam no ar como finas e incontáveis teias, pretendo-se à todas as coisas do mundo, de outros mundos... e do infinito!
Eu te reservei este lugar seguro, junto ao peito...
Toma este lugar como a um lar. Mora nele, te aconchega e descansa. Te guardei este abraço para ser teu lugar...
                                                             o teu porto!