Só viver. Só estar!

   Vamos ter um tempinho de paz agora. Mas lembrem-se que a paz não dura assim como não dura a guerra. As coisas se intercalam e se eu tive força para as batalhas - e olha, eu fui guerreiro! -  devo ter alguma competência para a quietude e o descanso.
    Agora se faz necessário desligar um pouco. O motor tem que esfriar. Ele pode. Já rodou o caminho que devia, ao menos por agora.
     Eu juro que não foram meses fáceis. Pelo que eu sinto,  dentro deste ano bem caberiam outros cinco. Tantas foram as coisas que aconteceram. Tenho um ou outro pesar e ainda carrego minha velha cruz. Ela ainda é pesada, mas não me curva. Por isso sou grato!, Não pelas cruz mas pelas mão que se juntam às minhas neste tempo em que a carrego. Firme.
     Deus me deu estes bons amigos de agora e me preservou aqueles bons amigos de sempre. Reforçou meu amor por eles. Lutei por coisas que conquistei e lutei por coisas que perdi. Neste cansaço de ter lutado me sinto plenamente vivo, e  veja a importância disso, pois nem todos que ao longo destes meses viveram, permanecem vivos. Existe isso, né? A morte. Ela esteve por aqui e levou alguém, retornou  e levou um outro.Sem um critério que eu pudesse julgar compreensível ou justo. A morte mesmo sem ser professora razoável, dá ao menos esta lição: aproveite o privilégio de estar vivo, pois a vida é como um contrato mal formulado: ela tem poucas garantias e é  plenamente revogável. Mas gozar a vida em paz é esquecer um pouco a urgência que nos traz a certeza da morte. Viver é buscar, é superar... mas viver também é estar. Só estar. É paz!
    

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